27 5 / 2012

Saiba como os ARV’s agem durante a replicação do vírus HIV

Inibidores da transcriptase reversa

Estes medicamentos (AZT, ddI, d4T, 3TC, ddC, Abacavir) atuam inibindo a transcriptase reversa, enzima responsável pela conversão do RNA do HIV em DNA. Sem isso, o vírus não consegue se replicar. Os inibidores da transcriptase reversa foram os primeiros medicamentos a serem desenvolvidos contra o HIV e foram seguidos pelo desenvolvimento de uma outra classe, os inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos (ITRNNs: Efavirenz, Nevirapina e Delavirdina). Embora atuem de formas diferentes, todos dificultam a atividade da transcriptase reversa; entretanto, o vírus é capaz de sofrer mutação para alterar o “formato” de sua enzima transcriptase reversa, reduzindo a eficácia dessas medicações.

Inibidores da Protease

Como resultado do trabalho pioneiro dos Laboratórios de Pesquisa Merck Sharp & Dohme, a enzima protease do HIV surgiu como um segundo alvo para a atividade anti-retroviral. Os pesquisadores demonstraram que os inibidores da protease, quando associados com os inibidores da transcriptase reversa, podem reduzir a replicação do HIV a níveis não-detectáveis em um número substancial de pacientes.

Os inibidores da protease (Indinavir, Ritonavir, Saquinavir, Nelfinavir, Amprenavir, Lopinavir/ritonavir), as mais potentes armas farmacêuticas conhecidas até o momento para combater a infecção pelo HIV e a AIDS, comprovaram ser um importante avanço no tratamento. Essa classe terapêutica é capaz de inibir a ação da enzima protease viral específica, essencial para a formação da partícula infecciosa do HIV. Estudos clínicos têm mostrado que os esquemas terapêuticos combinados, que incluem um inibidor da protease, são eficazes para reduzir a carga viral do HIV, aumentar o número de linfócitos CD4+ e reduzir a mortalidade por AIDS.

O objetivo principal do tratamento anti-retroviral é inibir a replicação viral e evitar que o vírus sofra mutações e desenvolva resistência ao tratamento. Muitos especialistas acreditam que a melhor maneira de alcançar esse objetivo é por meio da utilização de combinações de agentes antivirais potentes.

Fonte: Ministério da saúde

Por Diego Calixto